Instituto Aliança reúne lideranças em Salvador para definir novo ciclo estratégico

 
 
 
Lideranças do Instituto Aliança (IA) participando de mais um ciclo de Planejamento Estratégico, primeiro encontro de 2026. Rebecca Raposo, consultora da Ousare, conduzindo os trabalhos. Ruy Barreto, conselheiro do IA, trazendo para o grupo suas reflexões. Adenil Vieira e Ilma Oliveira, diretoras, confraternizando.


Nos dias 8 e 9 de abril de 2026, em Salvador, o Instituto Aliança promoveu mais um encontro do seu Planejamento Estratégico para projetar seu próximo ciclo de crescimento e impacto social. Mais do que uma reunião de planejamento, o encontro se consolidou como um espaço de reflexão sobre o papel da organização no seu atual estágio de crescimento, diante das transformações sociais, econômicas e políticas que vêm redesenhando o Brasil e o mundo.

Com uma agenda voltada à análise de sua trajetória, contexto e futuro, o evento reuniu antigas e novas lideranças – colaboradores em funções de coordenação. O objetivo foi responder a perguntas centrais: onde o Instituto está, como chegou até aqui e, principalmente, aonde precisa e quer chegar. O processo contou com a assessoria da Ousare, conduzida pela socióloga Rebecca Raposo, com apoio da Freedom Fund, voltada à construção de sua continuidade institucional, ao fortalecimento da governança e à formação de novas lideranças.


Rebecca Raposo, consultora, abrindo os trabalhos.

 
Ruy Barreto, vice-presidente, em um momento de descontração.

Participantes Ilma Oliveira, Adenil Vieira e Roberta Albuquerque.

 
Neylar Vilar, uma das fundadoras do Instituto Aliança, recuperando a história e trazendo sua expectativa de futuro.

Roberta Albuquerque, coordenadora, trazendo elementos para reflexão, fruto da sua prática.

Para Adenil Vieira, diretora do Instituto Aliança, o momento representou uma oportunidade na história da organização: “Este encontro reforça nosso compromisso com o futuro e com a continuidade da nossa missão de transformar pessoas. Estamos olhando com profundidade para nossa trajetória e, ao mesmo tempo, construindo caminhos para ampliar nosso impacto com ações genuinamente relevantes e sustentáveis no futuro”.

A programação teve início com uma leitura ampliada sobre os desafios estruturais contemporâneos, destacando três grandes forças que impactam diretamente o campo social: a persistência da desigualdade socioeconômica, os efeitos das novas tecnologias e Inteligência Artificial e o avanço de mudanças políticas e econômicas que impactam o terceiro setor e a sociedade.

Ao conectar essas dinâmicas à realidade brasileira, o encontro reforçou o desejo do Instituto Aliança de continuar desenvolvendo pessoas, especialmente os mais vulneráveis e em regiões historicamente menos favorecidas, para lidar com um cenário de rápidas transformações, novas exigências e riscos ampliados de exclusão.



 
Ilma Oliveira, diretora de Planejamento e Desenvolvimento, discute caminhos para o futuro.

Marcio Lupi, coordenador, trazendo a luz que vem da prática.

Outro ponto central das discussões foi o desafio da sustentabilidade das organizações da sociedade civil em um contexto de financiamento cada vez mais competitivo e orientado por interesses de curto prazo. As reflexões apontaram para a necessidade de equilibrar missão social, autonomia institucional e sustentabilidade financeira.

Entre os principais aprendizados, destacaram-se a importância de diferenciar projetos estruturantes de iniciativas de prestação de serviços, centralizar e aprimorar processos administrativos, fortalecer a comunicação interna e externa, sistematizar o conhecimento produzido e planejar a renovação de lideranças e a governança. Nesse contexto, o Instituto Aliança reconhece seus ativos já consolidados, como a excelência técnica dos colaboradores que integram a instituição, metodologias ativas e integrais amplamente testadas e avaliadas e uma rede de parceiros que acumulam anos de cumplicidade e parceria.

Em meio às reflexões sobre os caminhos futuros, prioridades devem compor o mapa estratégico: a necessidade de fortalecer a comunicação e a formação de novas lideranças. Na avaliação de Ruy Barreto, conselheiro do Instituto Aliança, “estamos diante de uma oportunidade única de alinhar nossa experiência acumulada com uma visão de futuro ainda mais ambiciosa. O desafio agora é transformar estratégia em ação e garantir que o Instituto continue relevante e inovador nos próximos anos”.



 
Eveline Corrêa, coordenadora de área, trazendo o olhar da incidência nas políticas de educação.

Barbara Pereira, coordenadora, traz seu olhar a partir da inclusão produtiva de jovens.

 
Ruy Barreto nas reflexões finais e na síntese do encontro.

Rebecca concluindo o planejamento dos dois dias, levantando as prioridades estratégicas.

Inspirado pela provocação do filósofo Sócrates, “o segredo da mudança é o foco não na luta contra o velho, mas na construção do novo”, o encontro foi encerrado com a definição dos próximos passos para a construção do novo mapa estratégico do Instituto Aliança. O foco está na revisão da missão, da visão de futuro, das diretrizes e dos objetivos para os próximos anos. Mais do que revisar estruturas, o Encontro Estratégico 2026 reafirma uma ambição: consolidar o Instituto Aliança como uma organização cada vez mais preparada para enfrentar desigualdades complexas, influenciar agendas nacionais nas áreas onde atua e ampliar oportunidades de desenvolvimento para os públicos com os quais atua.

“O encontro marcou não apenas uma pausa para reflexão, mas um fortalecimento de vínculos entre participantes. O Instituto Aliança se prepara para um novo ciclo em que impacto social, inteligência estratégica e sustentabilidade organizacional caminham juntos”, avaliou a diretora Márcia Campos.

Em concordância, Ilma Oliveira, também diretora do Instituto Aliança e coordenadora-geral da área de Direitos Humanos, reforçou a importância da instituição no fortalecimento dos direitos humanos e na promoção de oportunidades para populações historicamente vulnerabilizadas. Segundo ela, “em um país que exige respostas cada vez mais sofisticadas para desafios históricos, planejar o futuro deixou de ser opcional, tornou-se parte essencial”. Ilma também ressaltou a importância do apoio do The Freedom Fund para o fortalecimento organizacional do Instituto: "É muito importante que os financiadores, a exemplo do The Freedom Fund, invistam no fortalecimento das capacidades institucionais, pois não há organização viva sem desenvolvimento, planejamento e formação contínua. No mundo cada vez mais complexo e com mudanças aceleradas, a organização que não se repensa, aprende e planeja sua ação constantemente ficará em descompasso com as necessidades reais; daí a importância dessa iniciativa".


Neylar Vilar, Ruy Barreto, Adenil Vieira e Ilma Oliveira.

Selfie da equipe no fim do encontro.

Saiba mais – The Freedom Fund é a financiadora desse ciclo do Planejamento Estratégico por meio do OCSP - Organisational Capacity Strengthening Process, ferramenta de avaliação da capacidade organizacional que apoia processos de fortalecimento institucional das organizações parceiras da Freedom. Na prática, o OCSP funciona como uma avaliação guiada da organização, que avalia governança, liderança, gestão financeira, sustentabilidade institucional, comunicação, monitoramento e avaliação, captação de recursos, proteção, entre outros.

 
 
 
 

EXPEDIENTE

Realização: Instituto Aliança | Edição: Instituto Aliança | Projeto gráfico e editoração: Mexerica Design

Rua Alceu Amoroso Lima, 470 | Ed. Empresarial Niemeyer, sala 903 | Caminho das Árvores | Salvador BA | Brasil |
Cep: 41.820-770 | Tel.: 5571 2107 7400 | Fax: 5571 2107 7424 | © Instituto Aliança 2012 | ia@institutoalianca.org.br